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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O Vinho

Agora um pouco do Blues. Sim, definido como O Vinho por nós. Se o Jazz é o alimento, o blues é a bebida. Ambos andam juntos, caminham, mas aqui vou explanar apenas o líquido.
Creio que alguém que acha a mistura certa entre blues e a cultura nordestina será bem aventurado. Ambos tem suas raízes seguras na cultura africana, ambos tem condições sociais parecidíssimas, ambos tem ambientes que possibilitam a inspiração em temas parecidos. O verdadeiro forró, aquele o qual nem conhecemos, fala também de tristeza, de amores, decepções. Tem seus constumes sombrios e arraigados num folclore macabro. Igual ao blues. Falo também do verdadeiro blues... do Mississipi...
Um velho sentado em frente a sua casa, fumando seu fumo, deitando na serenidade de sua sabedoria, mostrando mãos caleijadas e sofridas, cercado por uma belíssima paisagem, numa linda noite, com todos os sons de ums sinfonia de pequenos animais. O ranger da cadeira de balanço, o cheiro do café, o brilho de sua negritude reluzindo a luz da lua.
De onde é esse quadro? Do nordeste brasileiro? ou do "nordeste" americano? Dificílimo dizer!!!!
Por isso acho o blues tão puro. Se combinado da maneira certa com o baião, o forró ou o chote, dará a luz a algo demasiado especial.
Encruzilhadas, pactos, contratos, almas, tocadores, cancioneiros... a mesma coisa!!!
Um bom vinho merece ser bem degustado, bem apreciado. Essa música merece respeito, pois é ancestral. Cultura que sobreviveua tudo e continua demonstrando sua força. Arrastando as memórias dos homens de nosso passado até hoje. Viva a cultura de um povo! Viva a arte de misturar culturas, línguas e regiões, através da música.

Vocês já tem o pão e o vinho na mão, depois falarei do prato principal...
até lá, um brinde!