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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O Mago

Acabei de deixá-lo em casa. São e salvo das paranóias de onde viemos. Provavelmente vai apenas deitar na cama e ficar desenhando coisas na parede, nas últimas tentativas de salvar o resto de seus pensamentos, que aliás, hoje... foram mais uma vez brilhantes!
É o único que conheço!
Único!
Perigosamente desejável por perto. Tem a instabilidade de uma estrela, por quê é!
Por mais um dia nos encontramos com o tal Acapulco Gold, o facilitador dos facilitadores. Ainda escreverei sobre ele aqui.
Por mais uma noite tocamos divinamente... pra ninguém ouvir. Dessa vez até tínhamos uma platéia. Composta por três rapazes que nunca estão conosco e nenhuma moça.
Por mais algumas horas saímos do tempo... o musical e o real, e nos divertimos, mais uma vez, apenas jogando fora e disperdisando aquilo que eu chamo de o mais precioso dos tesouros: a criatividade!
Há dois anos atrás, éramos só eu e ele. E, embora a fúria dos gigantes que decidimos seguir não tivesse sido completamente mostrada pra nós, eu podia sentir que nossa fúria iria combater a deles.
A criatividade que se busca nesse mundo, não tem preço! Está lá para qualquer um. Nós conseguimos pegar uma fatia e podemos desfrutar bem dos dotes divinos.
Amanhã rehearsearemos. Novamente com o ouro na mente. Sendo abusados, do jeito que tem que ser.
Quero tocar com eles mais uma vez! Pra mostrar que brincamos com fogo, em mares frios.

É... esse tal de Acapulco realmente não me deixa medir as palavras!

Jazz It !!


Pesquisei muito sobre o Jazz ultimamente, rítmo o qual me chamava muito a atenção, mas nunca esteve na frente da minha lista de prioridades de conhecimento acerca de música. Quando li mais sobre o estilo, descobri que eu já sabia, e muito, sobre ele.
Sendo assim, creio que Jazz signifique não apenas um estilo musical, mas todo um contexto em cima de um palco, ou em qualquer apresentação de um grupo de músicos.
A questão do entrosamento entre as partes e a química entre os artistas me chama muito a atenção. Já desfrutamos desse dote há algum tempo e posso dizer que é demasiado divertido levar algo assim, no embalo do Jazz.
Uns dizem que é estilo de vida, e eu concordo. É como se todos nós fossemos militares que acabaram de servir ao exército e retornam agora ao seu país, prontos pra ir pra casa com seus cabelos cortados e más lembranças. Mas antes de dar o próximo passo, encontramos um carro com fumaça em seu interior, onde sedutores negros nos chamam com seus instrumentos mágicos, prometendo nos mostrar o verdadeiro mundo. Então nós nos deixamos embalar pelo som, por tudo o que cerca essa palavra... JazZ ... e realmente descobrimos que o exército só serviu pra isso: facilitar a contra-posição que agora nos toma.
Quem toca isso realmente tem de se sentir... acima de tudo, imune a tudo, por que fala uma língua que poucos conhecem, mas podem conhecer.
Jazz realmente vale a pena. É a música pura e crua, tão crua que chega a ser feia em algum momento e aí é que você se lembra quem toca ela... os homens!!
Uma vez chegamos a conclusão de que o Jazz seria o pão, pois alimenta a alma. O Blues seria o vinho, mas eu ainda vou falar dele depois.
Pra mim uma das maiores criações humanas. E não é por causa de nenhum desses argumentos que eu digo isso. Mas pelo fato de poder observar que esse estilo é um dos poucos que não mudou tanto com o tempo. Permanece lá, dentro do carro fumaçante, com seus poderosos tradutores negros.